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ABMGeo entrevista: Ellen N. S. Gomes

Atualizado: 5 de out. de 2021



Por Suzan Vasconcelos


A formação profissional em geofísica surgiu no Brasil como pós-graduação em 1965, e quase uma década depois como graduação. A SBGf por sua vez, surgiu em 1978 e hoje conta com 4184 membros em todo o território Nacional, sendo presidida pela Dra. Ellen Gomes, que gentilmente aceitou responder algumas perguntas sobre sua experiência pessoal, numa perspectiva de mulheres na carreira. Ellen N. S. Gomes é presidente da Sociedade Brasileira de Geofísica SBGF, professora e pesquisadora em Geofísica da UFPA, Belém-PA.


Desde quando você ingressou na Geofísica, como você observa o desenvolvimento da participação de mulheres na Geofísica (Desde o ingresso na graduação e pós e até mesmo no mercado de trabalho)?


Logo que terminei o doutorado e ingressei no Departamento de Geofísica da UFPa (antes fazia parte do Departamento de Matemática) percebi que a participação feminina era pouco expressiva. Em um grupo de 18 professores éramos três professoras.

Essa situação era semelhante no curso de Graduação (criado em 2002) e com uma participação feminina um pouco melhor na Pós (com meninas provenientes dos cursos de Geologia, física, matemática). No entanto, a partir de 2004 começamos a ver uma maior participação de mulheres no Curso de graduação que se refletiu na Pós. Hoje vejo nos 08 cursos de graduação em geofísica do Brasil uma situação mais equilibrada entre homens e mulheres.


Na área de atuação acadêmica, você observa diferença na quantidade entre mulheres que atuando em Geofísica aplicada com trabalhos de campo e na geofísica aplicada computacional? Observa alguma predileção ou acha que o contexto direciona mulheres mais a uma das áreas?


Percebo que estamos em um numero menor nos trabalhos de campo. Não sei precisar o porquê. Mas do lado feminino, não vejo a escolha ligada a gênero, mas a questão é aptidão mesmo. Algumas se identificam mais com um trabalho de campo, outras com o trabalho computacional e ainda outras com as duas coisas. [No caso da pós-graduação] Tenho visto mais mulheres provenientes das graduações nas áreas de física, matemática e engenharia optando por trabalhos na área computacional, que as mulheres provenientes das graduações em Geologia e Geofísica. O que pode mudar, de novo, a questão é de identificação.


Qual a importância da regulamentação da profissão para ampliação das oportunidades de emprego/empreendedorismo na Geofísica?