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ABMGeo entrevista: Eveline Sayão

Atualizado: 5 de out. de 2021



Por Suzan Vasconcelos


Você é uma mulher que trabalha na área de Sismologia. Como foi seu primeiro contato na área? O que despertou seu interesse em fazer pós-graduação em Sismologia?


Iniciei minha formação nas Ciências da Terra em 2011, quando graduei em Geografia, posteriormente fui atraída pelas técnicas do Geoprocessamento, me especializei pela UnB e desenvolvi estudos na área de banco de dados espaciais. Neste momento, já fazendo parte do Observatório Sismológico da UnB, como estagiária técnica, trabalhei na criação da camada de interoperabilidade para o Websisbra (base de dados sismológicos) baseada em web services. Acredito que o interesse em fazer a pós-graduação em sismologia se deu no desejo de unir banco de dados com sismologia. Em 2019 conclui o mestrado na área de sismos desencadeados por reservatório, atualmente faço doutorado e dou continuidade à pesquisa desenvolvida no mestrado. No Observatório atuei como coordenadora da análise sísmica e participei de alguns projetos de pesquisa na área de monitoramento de barragens.


Você conhece mais mulheres sismólogas trabalhando em campo ou processamento? O que você acha que pode ser feito para atrair mais mulheres para essa área?


Eu conheço mais mulheres no processamento. Acredito que seja importante a participação e divulgação das mulheres profissionais da área, para que as alunas se inspirem em carreiras diversificadas incluindo a sismologia. Eu participo de dois projetos de divulgação e disseminação da área científica, Geologar.unb e Mostra Sismológica, onde temos como objetivo principal informar sobre as carreiras das geociências.


No último dia 13 e agosto a SBGf publicou o resultado da consulta nacional que decidiu o dia do(a) profissional de Geofísica, que ficou escolhido 31 de maio, tendo como motivação uma mulher Sismóloga: Inge Lehmann. Qual a importância desta personagem dentro da área?


Inge Lehmann foi uma geofísica e sismóloga dinamarquesa<